Um ano não passa, um ano se prolonga como as unhas não aparadas e leva tudo de bom que eu tinha leva tudo que me salvava nas noites insones, eu, zumbi da madrugada, cheirando os paralelepípedos soltos da estrada, um ano que não me trouxe nada que me tira o sopro da vida e me faz beber sozinho, que passa de vagar como um rastro falho no caminho, um bar sem leis, eu peço três, pra viagem. Mostre-me o caminho de casa, três dias e trezentas noites de falta. Cheire o rastro da solidão, siga o caminho de casa. (Marcus Vinícius Marcelini)
2011
Publicado em 01/02/2012 por MV
